
TOCO
RECORDS
Desde o início, ficou claro que Onde Nasce a Chuva se tratava de um projeto autoral. Havia abertura para explorar novas direções — tanto na sonoridade quanto no visual.


As músicas não falam diretamente sobre amor ou tristeza. Observam o tempo, os detalhes e as sutilezas da vida.
No single Vários Formatos, surge a pergunta:
“Por que devemos ser tudo ao mesmo tempo?”
Sem ser literal, a música reflete um sentimento do tempo atual — a exigência constante que nos atravessa e o esgotamento que surge disso. Essa tensão aparece nas entrelinhas, nas escolhas de palavras que definem a identidade da banda.
Em Ctrl-Z, o verso:
“Não posso voltar”
Traz uma reflexão sobre momentos que gostaríamos de viver novamente, mas que não podem ser retomados. Um olhar maduro, dito de forma simples.
Foi por essas razões que o trabalho com a Toco Records se tornou possível.

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Rascunho inicial da capa de 'Ctrl-z' e estudos no ateliê

O visual foi pensado para abrir espaço à interpretação, dialogando com as músicas sem explicá-las diretamente.
Os rascunhos partiram da ideia de reduzir os traços e criar composições que também apontassem para os próximos passos da banda.
Na produção musical, segundo Roberto Kramer:
“As músicas me marcaram. Foi importante ter a abertura da banda no processo. Existe uma irmandade pura entre eles que é difícil de presenciar — e havia ali uma possibilidade de maturidade sonora para as canções que, com a parceria, conseguimos alcançar.”
No mini documentário que será lançado em breve pela Toco, Guilherme (vocal e baixo) comenta como o processo com a Toco o fez enxergar novas possibilidades para a música e para futuras criações da banda.
Roberto complementa que essa evolução deve acontecer — e que, sem essas mudanças, fazer parte não faria sentido.


Ensaio em home studio com colagens e retalhos de papel, São Paulo, SP, 2026


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